Médica responsável Dra. Maria Paula Del Nero CRM-SP: 74.594 / RQE: 103.535

Dermatologia Clínica - Queda de Cabelo

Além de proteger a cabeça dos raios solares, da perda de calor e de traumas físicos, o cabelo é um poderoso símbolo estético para a autoimagem e auto expressão. Por isso, a queda de fios afeta a autoestima e a qualidade de vida. Mas só deve ser motivo preocupação se chegar a mais de 100 fios por dia, quando é preciso consultar um especialista para investigar a causa, que pode ser aguda ou crônica.

A principal causa da calvície é genética. Cada pessoa nasce com um “capital de fios” que se esgota mais cedo ou mais tarde. Outro fator importante é hormonal, pois as raízes capilares são sensíveis aos andrógenos (hormônios masculinos). A queda de cabelos também pode ser causada por fatores externos, como estresse, hábitos alimentares e medicamentos.

Crianças e adultos podem sofrer perda anormal de fios devido também a patologias como a alopecia areata, doença autoimune, e a dermatite seborreica, uma infecção crônica que atinge áreas do corpo em que há maior produção de óleo.

Exames com equipamentos de última geração, como o microscópio eletrônico de varredura e a microscopia eletrônica de transmissão, permitem detectar de forma mais precisa desde os diversos problemas causadores da queda até a matriz celular do fio. Não eliminam, porém, a necessidade de realizar exames de sangue.


Tratamentos

Existem vários medicamentos para prevenir e tratar a calvície. Para homens, podem ser indicados a finasterida, o minoxidil e mais recentemente estudos comprovaram o benefício da latanoprosta no tratamento tópico da calvície. No caso das mulheres, o médico pode optar por hormônios ingeridos via oral ou diluídos em loções que devem ser usadas na região afetada. Atualmente, a finasterida também pode ser usada em mulheres.

Um dos grandes avanços terapêuticos nessa área vem da aplicação de fatores de crescimento, substâncias naturais que desempenham importante papel na divisão celular. Em terapêuticas combinadas, promove o nascimento de novos fios.

Estudos recentes apontam para a possibilidade futura do uso de células-tronco para a cura da calvície.


Conheça outros tratamentos usados com sucesso:

Laser de diodo: Para calvície em estágio inicial, de origem genética masculina e feminina. Estimula o metabolismo das células e o crescimento dos fios.

Laser fracionado: Pode ser usado isolado ou associado a fatores de crescimento, facilitando o fornecimento de nutrientes para o folículo piloso e estimulando a repilação.

Técnicas combinadas: O laser e o LED, à base de luz de diodo, associados à intradermoterapia também são usados com excelentes resultados na calvície.

Intradermoterapia: É um procedimento não cirúrgico, com aplicação de microinjeções no couro cabeludo usando substâncias específicas. Provoca a melhora da circulação local, favorecendo o crescimento de novos fios de cabelo.

Microimplante: É a transferência de fios da área posterior da cabeça (occipital), que geneticamente não são vulneráveis à queda, para a área receptora (frontal e parietal). O procedimento é cirúrgico e realizado sob anestesia local. As técnicas atuais de microimplante estão cada vez mais aperfeiçoadas, transplantando praticamente fio a fio, com resultados bem naturais. É necessário haver cabelos suficientes na região doadora. O couro cabeludo deve estar sem lesões e isento do uso de loções capilares, especialmente minoxidil, por um período médio de 20 dias antes da cirurgia.

Atualmente, é possível a obtenção dos enxertos doadores por meio de um robô (Artas®), que colhe fios aleatoriamente do couro cabeludo, com resultado bastante natural. Anteriormente, era necessário cortar uma faixa de cabelo da nuca e depois suturar o local. Na técnica com o robô, esses dois procedimentos foram eliminados.


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